Finalmente você decidiu instalar o Linux em seu computador, mas não sabe por onde começar? Ou então você está interessado no Slackware mas não encontra documentação sobre download, instalação e configuração?
Esse artigo foi feito tendo este como público alvo, em especial as pessoas que estão migrando de sistemas DOS/Windows para Linux.
Entretanto, também serão abordados tópicos avançados sobre como manter o slackware-current atualizado e como gravar a imagem ISO a partir dos pacotes de sua escolha (personalizando a distribuição).
O primeiro passo do processo de instalação do Linux é a escolha da distribuição. O Linux é somente o kernel, sendo a distribuição o conjunto de programas e utilitários desenvolvidos para rodarem sobre este kernel. Por isso muitos consideram o termo GNU/Linux a forma mais correta de se referir ao Sistema Operacional Linux, a partir do momento em que as ferramentas que tornam o Linux um S.O. são as ferramentas GNU.
Toda distribuição de Linux (ou simplesmente 'distro') acompanha as ferramentas GNU, diferindo nas escolhas dos outros programas, nas versões dos mesmos, e na forma como eles estão configurados no sistema.
As inúmeras distribuições de Linux existentes podem ser um fator
de receio para novatos, pois trazem questões como qual a
melhor distro?
entre muitas outras dúvidas. Se você está aqui,
provavelmente já ouviu falar no Slackware Linux.
A distribuição Slackware é a mais antiga distribuição Linux
em desenvolvimento, e será o enfoque deste artigo.
Se você procura um Linux simples e enxuto, além de estável e seguro, e realmente quer entender como o sistema funciona, o Slackware é para você. Se você já conhece outros sistemas operacionais, provavelmente essas são razões pela qual você procurou o Linux.
Pelo fato do Slackware ter como filosofia ser o mais similar ao Unix possível, ele não prende o usuário a ferramentas específicas desta ou daquela distribuição. Um usuário avançado de Slackware é capaz de efetuar praticamente qualquer operação no Linux, independente de distribuição. E isso serve para reforçar nossa opinião quanto à escolha do Slackware como sua primeira (e talvez única) distribuição Linux.
Leia mais sobre o Slackware na seção Sobre... deste site. Recomendamos também a leitura deste artigo do PiterPunk: "Por que usar Slackware".
CPU Intel ou Compatível: 386, 486, Pentium I/MMX/Pro/II/Celeron/III, AMD 386/486/ K5/K6/K6-2/K6-III/Athlon, Cyrix 386/486/5x86/6x86/M-II.
RAM: mínimo de 16MB. Recomendado: 64MB para o sistema X Window. Mas é possível instalar em sistemas com apenas 8Mb (veja install.zip.README).
Espaço em disco: mínimo de 500MB. Recomendado: 1GB+. Drivers inclusos para diversas controladoras IDE e SCSI.
A forma ideal de se obter a distro é adquirir a caixa do Slackware que acompanha 4 CDs, manual de instalação e suporte técnico a um preço módico, diretamente do site oficial store.slackware.com
O set de 4 CDs inclui:
Se algo lhe impede de adquirir a caixa, a distribuição encontra-se disponível via FTP, integral ou em formato de imagem ISO, pronta para ser gravada em CD. O ftp oficial é restrito a poucas pessoas e, para não sobrecarregá-lo, uma lista de mirrors onde você pode encontrar o Slackware está disponível tanto no site oficial quanto na seção de Downloads deste site.
Se você optar por gravar a imagem ISO, você precisará de um software de
gravação de CDs que suporte a gravação da imagem ISO bootável
,
como o cdrecord, integrante do pacote cdrtools, citado mais adiante.
Caso você opte por copiar a árvore Slackware para seu disco você pode gerar a ISO adquirindo uma cópia do pacote cdrtools para seu sistema operacional atual e iniciar a gravação seguindo as instruções encontradas no ftp do slackware (isolinux/readme). Mais informações sobre este processo encontram-se na seção Gerando uma ISO personalizada.
Se você optar por baixar os pacotes da distribuição por FTP (não a imagem), continue lendo. Caso contrário, pule para a seção de Instalação.
Se você já possui o Linux instalado, há muitos utilitários que facilitam a manutenção de uma cópia da árvore de diretórios do Slackware em disco via FTP. Isto é muito útil para se manter uma cópia sincronizada com os últimos lançamentos do slackware-current.
Nesta seção destaco dois clientes FTP que possuem recursos avançados, muitas vezes não disponíveis em versões GUI:
O primeiro deles é o lftp. O lftp possui muitas opções entre elas a possibilidade de se fazer um "mirror" de diretórios remotos. O lftp acompanha a distribuição, na série 'N'.
Por exemplo, para fazer um mirror do diretório slackware-9.0/slackware/, o comando seria:
lftp ftp://ftp.mirror_server.com/path/slackware
mirror -vvnec -x kdei/
O -x indica para não baixar o diretório kdei/. Mais informações: man lftp.
O segundo é o yafc (Yet Another FTP Client). Mas ao contrário do que o nome diz, ele possui recursos bem sofisticados como o suporte a conexão segura (SSH2/SFTP) e transferências NOHUP. Ele pode ser encontrado em yafc.sourceforge.net.
Por exemplo para baixar recursivamente a árvore slackware, já estando no diretório raiz:
yafc -a ftp.mirror_server.com/path/slackware
ls --color
get -rn slackware/
A opção -n indica para baixar apenas os arquivos mais novos em relação ao disco local. Mais informações: info yafc.
Após a sincronização da árvore de diretórios da distribuição em seu disco, prepare-se para gravá-la em um CD.
Partimos do pressuposto de que você tem suporte a gravador CD-R em seu kernel (o que é abordado em outro artigo deste site), caso esteja no Linux, e tenha o pacote cdrtools instalado, como mencionado acima.
O processo para gerar a ISO é simples se você seguir os passos do README que acompanha a distro, no diretório isolinux/. Isto é, basta criar um script (ou um .bat) com os seguintes comandos:
mkisofs -o /tmp/slackware.iso \ -R -J -V "Slackware Install" \ -x ./bootdisks \ -x ./extra \ -x ./slackware/gnome \ -x ./pasture \ -x ./rootdisks \ -x ./source \ -x ./zipslack \ -hide-rr-moved \ -v -d -N -no-emul-boot -boot-load-size 4 -boot-info-table \ -sort isolinux/iso.sort \ -b isolinux/isolinux.bin \ -c isolinux/isolinux.boot \ -A "Slackware Install CD" .
Após alguns minutos a ISO será gerada no diretório /tmp (como indicado no parâmetro -o). Você pode substituir pelo local que desejar, até mesmo C:\temp\nome_da_iso se estiver em uma partição Windows. As outras opções constam na manpage do mkisofs.
O parâmetro -x refere-se ao que NÃO será incluído na distro. No caso, -x slackware/gnome/ indica para gerar a imagem sem incluir o diretório gnome.
De qualquer forma você terá que decidir o que vai e o que não vai entrar na distro, pois o limite de um CD-R é em torno de 700Mb. Em geral, basta remover o gnome ou o kde (além dos disquetes e do zipslack) como indicado no exemplo, para se atingir um tamanho adequado. Apenas a série 'A' é realmente necessária (além de algum kernel e o diretório isolinux/).
Se quiser ir além, você pode editar as tagfiles incluídas em cada série do Slackware. Nestes arquivos você pode definir exatamente que software será instalado. Por exemplo, a tagfile da série 'E' (emacs) contém:
# Tagfile for emacs series emacs: ADD emacs-misc: REC emacs-lisp: OPT emacs-leim: OPT emacs-nox: OPT emacs-info: REC
REC significa software recomendado e OPT, software opcional. Mas o que importa mesmo são as tags ADD e SKP (adicionar e ignorar, respectivamente). Por exemplo, definindo o arquivo acima da seguinte forma:
emacs: ADD emacs-misc: ADD emacs-lisp: SKP emacs-leim: SKP emacs-nox: SKP emacs-info: SKP
Ao efetuar uma instalação full
apenas os pacotes emacs e emacs-misc
serão instalados. Os outros serão simplesmente ignorados.
Você também pode criar a estrutura das séries do Slackware em um disquete, incluindo
somente as respectivas tagfiles em cada diretório. Assim, quando ele perguntar a
forma de instalação, selecione Tagfiles
e monte seu disquete em /mnt/tagfiles
ou como quiser chamar o ponto de montagem.
Como você pode ver, essa é uma forma prática de se automatizar o processo de instalação do Slackware.
Caso você queira incluir software adicional, isso envolverá desde a edição
do arquivo maketag, até os scripts de SETup
(se quiser adicionar uma série
ou remover outra da lista) do initrd (/usr/lib/setup).
Mas não tem mistério. A instalação é bastante flexível, e tudo está razoavelmente
documentado em cada arquivo texto encontrado nas séries do Slackware.
Para concluir, após gerar a ISO, basta gravá-la em um CD. Com o cdrecord o comando é o seguinte:
cdrecord -v speed=4 dev=0,0,0 -data /tmp/slackware.iso
Onde device deve referir-se ao seu drive gravador de CD, speed à velocidade de gravação e -data ao caminho da imagem ISO.
Depois de obter a distro vamos iniciar a instalação. Certifique-se de ter espaço disponível em disco para seu novo sistema operacional.
Descreveremos a instalação do Slackware Linux 9.0. O processo de instalação pode ter pequenas variações dependendo da versão, mas nada muito significativo.
Se a distro está em CD, basta iniciar o computador pelo CD (indicando na BIOS). Se este for o caso você já pode pular para a seção Particionando....
Se a BIOS for incapaz de bootar pelo CD, ou se você não tiver o CD mas sim a árvore do Slackware no HD, então será preciso gerar os disquetes de boot. Ou então copiar a imagem isolinux/initrd.img para o disco e iniciá-la com o loadlin.
Outra forma de se iniciar a instalação, caso a BIOS seja antiga e não
consiga bootar de jeito nenhum, é utilizar o Smart Boot Manager
.
A imagem SBM encontra-se com o nome sbootmgr.dsk. Para utilizá-la basta gravá-la em um disquete com o RAWRITE do DOS ou com o dd do Linux/Unix:
dd if=sbootmgr.dsk of=/dev/fd0
Essa ferramenta apresenta um menu de seleção de dispositivo de boot, que permite inclusive o boot pelo CD-ROM em máquinas que não tem esse suporte na BIOS. Ela também se encontra como pacote tgz, na coleção de pacotes Slackware do diretório extra/.
Se você optar pelo Smart Boot, pule para a seção de particionamento.
Para a versão 9.0 você precisará de 3 disquetes: o disquete de boot (com o kernel do Linux) e 2 disquetes de root (com o sistema de arquivos).
Você pode optar por vários kernels (com suporte a rede, a scsi, entre outros) mas iremos focar na situação mais comum: um disquete com suporte a IDE (bare.i) e os disquetes de root com suporte a VGA colorido (install.1 e install.2). As imagens de disquete, softwares e detalhes sobre as opções estão no ftp do slackware, nos diretórios bootdisks/, rootdisks/ e respectivos documentos README.
Para gerar os disquetes, o Slackware acompanha o RAWRITE. Há diversas versões do utilitário para praticamente todas as versões de DOS e Windows. Copie-o e a imagem escolhida (no caso bare.i) para seu disco. Então, digite:
C:\> RAWRITE BARE.I A:
Assim seu disquete será gerado a partir da imagem bare.i
. Da mesma forma
para gerar o disquete de root coloque o segundo disquete no drive e digite:
C:\> RAWRITE INSTALL.1 A:
Finalmente, coloque o último disquete e digite:
C:\> RAWRITE INSTALL.2 A:
Para gerar os disquetes no Linux basta digitar:
# cat nome_da_imagem > /dev/fd0
Pronto. Agora você tem tudo o que precisa para iniciar a instalação do Slackware.
Insira o disquete e/ou CD, se for o caso, e reinicie o computador para iniciar a instalação do Linux. O boot pelo CD ou pelo disquete deve estar definido na BIOS.
Após o boot, tecle [enter] quando surgir a tela de apresentação, a não ser que seus discos estejam conectados em controladoras SCSI ou precisarem de algum parâmetro adicional. Tecle F2 e F3 para obter informações sobre o procedimento para o seu caso específico.
Se estiver iniciando pelo disquete, insira os disquetes de root assim que forem requisitados. Se ele perguntar sobre o teclado simplesmente tecle [enter] para utilizar o teclado padrão (internacional). Logo em seguida será apresentado o prompt de login. Digite root (sem senha).
Agora você deverá estar no prompt do busybox, o sistema usado para a instalação, que possui versões bem simplificadas de programas GNU e roda na /dev/ram (ramdisk). A partir dele você escolherá entre particionar o disco (fdisk) e instalar o sistema (setup).
No Linux, os discos (IDE) são referenciados pelos arquivos:
As partições são indicadas pelo número seguinte ao disco, por exemplo /dev/hda2. As partições primárias e extendidas são indicadas pelos números 1 a 4 e as partições lógicas por 5 a aprox. 12. No caso, /dev/hda2 refere-se à segunda partição primária do primeiro drive da primeira controladora IDE.
Uma forma de se obter informações dos discos que foram reconhecidos na inicialização é digitar o comando dmesg, que exibe as mensagens do kernel desde o boot. As partições detectadas devem aparecer após a mensagem Partition check. Para filtrar apenas esta informação, uma forma seria digitar o comando dmesg | grep Partition -A 1, que exibe apenas uma linha após a expressão "Partition". Caso o disco não tenha sido detectado corretamente, tente utilizar outro kernel no processo de boot, como no caso de discos SCSI indicado acima.
Tendo essas informações você pode iniciar a criação de partições com o fdisk ou o cfdisk. O segundo é mais simples e intuitivo que o primeiro, mas o fdisk é o mais comum. Digite fdisk -l para listar suas partições. Então, para iniciá-lo, digite:
fdisk /dev/hdx (onde hdx deve referir-se ao seu hd)
Agora você estará no prompt do fdisk. Digite p para exibir a lista de partições de seu disco, m para ajuda. Os principais comandos do fdisk são:
Qualquer alteração que você fizer no fdisk, como criar e deletar partições,
não serão executadas enquanto você não gravá-las
com o comando w
.
No mínimo você precisará criar 2 partições: uma partição de swap (ID 82), com mais ou menos a mesma quantia de RAM de seu sistema (até 256Mb), e outra para o sistema '/' (ID 83), de preferência com 4Gb ou mais. Essa seria a configuração mais comum.
Nesse caso o procedimento seria o seguinte:
Command (m for help): n Command action e extended p primary partition (1-4) p Partition number (1-4): 1 First cylinder (1-1245, default 1): 1 // inicie do começo :) Last cylinder or +size or +sizeM or +sizeK: +128M // tamanho da swap
Repita os passos para a criação da partição root ('/'). Por padrão as partições serão criadas com o tipo de arquivos Linux, isto é, com ID 83. A primeira partição será swap, portanto precisaremos indicar isso ao fdisk:
Command (m for help): t Partition number (1-4): 1 Hex code (type L to list codes): 82 Changed system type of partition 1 to 82 (Linux swap)
Para verificar se tudo está ok digite p para ver como ficou sua tabela de partições:
Device Boot Start End Blocks Id System /dev/hdb1 1 17 136521 82 Linux swap /dev/hdb2 18 1245 9863910 83 Linux
Se tudo estiver ok (verifique 10 vezes!) digite w para efetuar as alterações. Com isso serão criadas as novas partições do seu disco. Note que se você alterar uma partição que já contenha dados, esses dados podem ser perdidos!
Outra opção comum seria criar uma partição separada para o /home, assim mantendo suas configurações mesmo com a atualização da distro, e para o /var que manterá os logs de seu sistema. Ou mesmo uma partição /usr para o software, e /boot para o kernel, mas isso ficará a seu critério.
Para iniciar a instalação do Slackware digite:
# setup
O setup é baseado em menus, e apresenta basicamente as seguintes opções:
HELP - Ler o arquivo de ajuda do Slackware. KEYMAP - Mapear seu teclado se não for US. ADDSWAP - Configurar a partição swap. TARGET - Configurar as partições do sistema. SOURCE - Selecionar a mídia de instalação. SELECT - Selecionar as categorias de software. INSTALL - Instalar o software selecionado. CONFIGURE - (Re)Configurar o sistema. EXIT - Sair da instalação.
O setup é sequencial, isto é, uma opção leva a outra.
Se for sua primeira instalação, siga as recomendações.
Isto é, seja lá o que for perguntado, tecle [enter]
:).
Mas passaremos por todos os passos abaixo.
Como estaremos utilizando o teclado internacional neste exemplo (independente de seu teclado ser ABNT2), escolha direto a opção ADDSWAP. A partir daí basta responder aos prompts que serão exibidos no decorrer da instalação.
- Preparando o sistema de arquivos:
A partição swap, criada acima, deverá ser detectada automaticamente pelo setup. Confirme sua formatação. Em seguida ele perguntará qual o drive de destino (TARGET). Selecione sua partição Linux ('/') e a opção FORMAT, ou CHECK para que ele verifique se há setores defeituosos.
Após a formatação, selecione o sistema ext3 (o sistema de arquivos journaling
padrão do Linux 2.4.20 - a versão do kernel que acompanha o Slackware 9), e confirme o tamanho
do inode
(4096). Se você tiver outras partições, por exemplo do DOS, indique-as
quando surgir o prompt (por exemplo, /dev/hda1), para que elas sejam visíveis no Linux.
Você também precisa informar o ponto de montagem
, isto é, em que diretório
ela será criada. Uma opção comum é indicar /mnt/dos ou /mnt/win (onde /mnt
é o diretório comum para a montagem desses outros sistemas de arquivo).
Agora o fstab, com as informações sobre suas partições e pontos de montagem, deverá ser exibido na tela.
- Source Media Selection:
A seguir, a pergunta será sobre a fonte da instalação (mídia). Escolha CD, se for o caso, e ele deverá ser detectado automaticamente. Sendo assim, prossiga para a escolha do software.
Caso contrário, você pode optar por instalar de uma partição do disco que possua uma cópia da árvore do software da distribuição (diretório /slackware) ou através de um drive na rede (NFS) que possua o mesmo.
Se o drive for local, escolha a opção de instalação pelo HD. Ou então, abra um novo console (teclando ALT+F2) e digite o comando de montagem (por exemplo, mount /dev/hda3 /mnt/hd), retorne para o console anterior (F1) e escolha a opção de instalação através de uma partição "pre-mounted". Dessa forma você pode até montar uma imagem ISO passando ao mount o parametro de loopback (-o loop).
No caso do NFS, escolha a opção respectiva e digite as informações da rede (IP da máquina, gateway e IP do servidor NFS). Ele apresentará um sumário das operações de montagem. Digite [y] para reconfigurar ou [n] para continuar. Se forem exibidas todas as séries (A, AP, D, E, F, GNOME, KDE, L, N, T, TCL, X, XAP, Y) prossiga para a instalação do Software. Caso contrário, cancele retornando ao menu de SETUP, e selecione novamente a opção SOURCE.
Os erros exibidos no sumário geralmente são relativos à placa de rede (erros de SCIO ou similar) ou ao servidor NFS (erros de RPC). No primeiro caso, você precisará criar um disquete de detecção de placas de rede. A imagem do disquete encontra-se com o nome de network.dsk, no diretório isolinux/. Para gravá-la, o procedimento é o mesmo da geração de disquetes de boot.
Abra um novo console (ALT+Fx) e digite network. Quando surgir o
prompt, insira o disquete de network
e tecle [enter]. Agora você
pode optar por carregar diretamente o módulo da sua placa de rede (por exemplo,
digitando P ne2k-pci) ou tentar detectá-lo automaticamente. Se a placa
for detectada, tente "pingar" o servidor NFS. Se tudo estiver ok, selecione a
opção de instalação por NFS e você poderá prosseguir com a instalação normalmente.
Outra alternativa é a instalação por FTP, mas essa opção não acompanha a distro oficial. O software slackftp possibilita isso, e ele se encontra na seção de Downloads deste site.
- Escolhendo o software:
Depois de selecionada a mídia, você terá a opção de escolher
os sets
de software desejados.
Neste momento selecione todos, e em seguida escolha a instalação full
(completa). As outras opções requerem um certo conhecimento do sistema, pois
muitos pacotes dependem de outros e as chances de quebrar
as dependências
quando ainda não se tem um certo know-how são grandes.
Se mesmo assim você desejar optar por uma instalação personalizada, a opção expert irá perguntar antes de instalar todos os pacotes, enquanto a opção newbie apenas perguntará sobre programas que não são considerados essenciais ao sistema. A opção menu apresenta a seleção do software que será instalado de cada série, mas sem informações detalhadas sobre os mesmos.
Por último, as opções custom e tagpath referem-se a instalação personalizada não interativa, isto é, através de tagfiles que indicam ao sistema o que instalar ou não. Mais detalhes sobre isso podem ser encontrados na seção ISO personalizada.
Dependendo do seu drive de CD-ROM e HD, a instalação 'full' deve durar em torno de 30 minutos.
- Configurações finais:
Após a cópia dos arquivos, as questões que seguem referem-se, respecivamente, a(o):
standard. A seguir ele apresentará um prompt para a entrada de opções adicionais. Se você tiver gravador de CD, siga o exemplo: digite hdc=ide-scsi, onde hdc deve referir-se ao seu dispositivo de CDROM (veja a seção 5.2. acima se tiver dúvidas). Por fim, selecione a instalação do LILO na MBR.
default: tudo isso poderá ser configurado após a instalação. Afinal, se chegou até aqui você já deve estar ansioso para iniciar em seu novo sistema! :)
Por último, será perguntado se você deseja definir a senha do root. Este passo é senão o mais importante, pois não faz o menor sentido ter uma conta root sem senha. A senha não deve ser muito simples, ela deve conter números e letras. Mas também não pode ser muito complicada a ponto de até você esquecer! :)
Depois de responder tudo e se tudo ocorrer ok, ou seja, se a mídia de instalação não estiver corrompida (o que é muito comum se você optou por instalar via CD-R), a tela de setup inicial deverá ser exibida novamente, esperando seu input. Selecione a opção EXIT, e quando estiver de volta ao prompt de comando, tecle CTRL+ALT+DEL.
Enfim, seu sistema Linux se encontra pronto para rodar. Quando o sistema reiniciar,
o menu do LILO (LInux Loader) será exibido. Se não retornar erros
(veja tabela abaixo) basta escolher Linux
e teclar [enter]
, para finalmente ingressar em seu novo Sistema Operacional
(e descobrir o que é um OS de verdade!).
Quando surgir a tela de login, lembre-se que a conta de administração no Linux é a conta root, portanto digite root seguido pela senha que você definiu acima.
Agora que o sistema está instalado, os próximos passos não estão no escopo deste tutorial. Mas seguem algumas recomendações do que fazer pós-instalação:
Um dos problemas mais comuns na instalação refere-se à gravação do LILO. Se não for possível gravar
na MBR, pode ser que o kernel usado seja inadequado ao sistema. Uma forma de se regravar o LILO utilizando
outro kernel ainda no busybox seria montar as partições, por exemplo em /mnt, após a instalação ter
sido concluída (antes de reiniciar com o CTRL+ALT+DEL) e copiar uma das imagens de kernel disponíveis no CD
do Slackware que seja mais apropriada para o diretório /boot. Depois digite chroot /mnt para fazer
deste diretório o root
do sistema. Assim, basta digitar liloconfig normalmente,
indicando o novo kernel no LILO.
Abaixo segue a tabela das mensagens de erro comuns do LILO, para referência:
L O primeiro estágio foi carregado e iniciado, mas não foi capaz de
carregar o segundo estágio. O código de erro de 2 dígitos indica o
tipo de problema.
LI O primeiro estágio foi capaz de iniciar o segundo estágio, mas falhou
em executá-lo.
LIL O segundo estágio foi iniciado, mas não foi capaz de carregar a
descriptor table do arquivo de mapa.
LIL? O segundo estágio foi iniciado em um endereço incorreto.
LIL- A descriptor table está corrompida.
LILO Todas partes do LILO foram carregadas com sucesso.
Os códigos de erro do disco assim como a tabela acima se encontram na documentação do LILO.
Mais informações: The Linux Documentation Project.
Qualquer problema que tiver agora em diante, lembre-se: o Google é seu amigo :)
Mas há muitos lugares para se procurar documentação e ajuda, como nosso site (http://linuxbr.org), a lista de discussão do Grupo de Usuários de Slackware, e o canal #slackware-br do irc.freenode.net.
Fontes:
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